Nos últimos anos, a patinação artística da China, com destaque para as provas de duplas, vem surpreendendo o mundo nas grandes competições internacionais. Na sexta edição dos Jogos Asiáticos de Interno, que terminaram no dia 3 de fevereiro, em Changchun, no nordeste do país, os patinadores chineses obtiveram o melhor desempenho da história do evento..
O técnico da seleção nacional de patinação artística da China, Yao Bin, demonstrou satisfação com o resultado dos competidores.
"Nesta vez, conquistamos duas medalhas de ouro, três de prata e três de bronze. Isso é o melhor resultado que já tivemos, mostrando que o nível da patinação artística chinesa atingiu um novo patamar", Yao declarou.
Nos últimos dez anos, muitas duplas obtiveram bons resultados: Shen Xue e Zhao Hongbo, bicampeões do mundo, Zhang Dan e Zhang Hao, vice-campeões olímpicos, Pang Qing e Tong Jian, entre outros. No entanto, nas outras provas, os atletas chineses ainda não atingiram um alto nível de competitividade, mesmo na Ásia, onde os patinadores japoneses demonstram um desempenho superior.
Nos Jogos Asiáticos de Inverno de Changchun, os atletas chineses receberam medalhas em todas as provas. Na competição de duplas, ficaram nos primeiros três lugares. Na competição individual masculina ganharam medalhas de ouro e de prata, na individual feminina, medalha de bronze e, na dança no gelo, prata e ouro.
Entre as medalhas conquistadas, a de ouro da prova individual masculina foi a mais importante. No dia 3 de fevereiro, acompanhado pela música tema do filme 2046, Xu Ming teve um ótimo desempenho e venceu com 194,19 pontos.
"O patinador japonês Nakaniwa Kensuke é um adversário muito forte. Há pouco tempo perdemos para ele na Copa de NHK, no Japão. Esta vez foi muito difícil para conquistarmos os dois primeiro lugares", avaliou Yao Bin.
A dança no gelo é uma modalidade na qual a China não havia conquistado resultados notáveis. Entretanto, na última edição houve um grande avanço. O título foi conquistado pelos japoneses, mas os chineses receberam as medalhas de prata e bronze.
Embora haja o reconhecimento dos progressos, os patinadores chineses avaliam que há uma distância entre eles e os líderes da categoria, especialmente os europeus e americanos.
"Existe ainda uma certa diferença de desempenho, comparando-se aos melhores patinadores, quanto ao grau de dificuldade, comportamento artístico, compreensão das músicas, etc", manifestou Xu Ming.
O técnico demonstrou que, nos últimos dez anos, a Federação Chinesa de Patinação Artística envidou os esforços para popularizar o esporte. Yao Bin afirmou que foram aumentados os intercâmbios e as cooperações internacionais para se obter mais experiência no ramo.
"Tudo isso faz parte do motivo principal do progresso da patinação artística chinesa e, no futuro, estas medidas continuarão sendo aplicadas", explicou o técnico, que revelou ainda que o principal objetivo da seleção é conquistar a primeira medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, em 2010.
No último Pan Americano do Rio de Janeiro, em 2007, a patinação artística rendeu uma medalha de ouro e uma de bronze ao Brasil. A modalidade ainda não é muito difundida no país. Existem cerca de 1500 patinadores confederados no Brasil. A cidade da Santos, no interior de São Paulo, e o estado do Rio Grande do Sul são os locais em que o esporte é mais desenvolvido. No Paraná a tradição não é muito forte, segundo Fabiana Consentino, técnica de patinação artística há dez anos.
Na patinação artística, os atletas utilizam o conhecido patins de rodinhas e se apresentam em uma superfície de tábua corrida, cimento liso ou placas de madeira alcatex.
No próximo mês de novembro será realizado o campeonato mundial da modalidade na ilha de Taiwan, na China.
Destacado entre os três melhores patinadores do mundo, o gaúcho Marcel Stürmer (Banrisul / Patins Rye) se prepara para representar o Brasil em mais uma importante competição. Na próxima quarta-feira, 15, o patinador embarca para a China, onde disputará os Jogos Mundiais ou The World Games 2009 Kaohsiung.Esta será a primeira vez que um atleta da patinação artística brasileira participará do evento, considerado as Olimpíadas dos esportes não olímpicos. Para sua estréia, Marcel, bi-campeão pan-americano, elaborou uma nova coreografia para o Programa Longo, substituindo o famoso Tango. A performance terá um estilo mais teatral, contando a história de um jovem ator de Bollywood (indústria cinematográfica hindu, considerada a maior da Índia) tentando ganhar a vida em Hollywood (indústria americana de cinema). Dessa forma, por englobar mais do que os passos e saltos tradicionais em apresentações do esporte, esta será, segundo o próprio desportista, a exibição mais difícil da sua carreira até o momento. Além disso, o patinador consegue relacionar a sua história com a do personagem que representa, fazendo com que a apresentação se torne ainda mais emocionante. “Consigo ligar a narrativa com a minha vida. Pratico um esporte que é pouco valorizado no Brasil e, por isso, sei como é a sensação do meu personagem, de querer vencer mundo a fora e provar que é capaz”, explicou Marcel, atual campeão do Troféu Internacional de Noain – o Top 10 – realizado na Espanha.
Patinação Artística Na patinação artística feminina, uma das grandes favoritas era a patinadora da casa, a norte-americana Michelle Kwan. A grande dúvida era se Kwan suportaria toda pressão. Kwan não só suportou, como deu um verdadeiro show.
SALTOS JOGADOS
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